2- A Inteligência Humana

Por incrível que pareça, o nosso cérebro tem muita semelhança com os computadores, ou será que é ao contrário??? Quando a gente nasce, parece que nascemos sem nenhuma inteligência, isto é, nascemos com a nossa memória apagada. Isso não é verdade, pois quando alguém nasce já consegue respirar, movimentar-se, amamentar-se, chorar, coisas mínimas para a sobrevivência, isto é, é como um sistema operacional de computador. E já viemos com um “programa pré-instalado”, um programa de inteligência artificial que aprende a se auto-programar. Tanto é que somos curiosos demais: a gente quer pegar tudo que é diferente. Com isso, sempre estragamos alguma coisa, principalmente os arquivos mais importantes - aqueles dos sistemas...

Existe aquele ditado “curiosidade mata” e realmente mata; mata o chefe de ataque cardíaco, quando apaga um documento importantíssimo e não se consegue mais recuperar; mata o colega de raiva porque foi travado o computador e têm que se reinstalar o Sistema Operacional, só que o projeto tem que ser entregue dentro de algumas horas; e mata a si próprio porque acabou fazendo uma limpeza naquele monte de arquivos que “não tinham importância” e esqueceu que no meio tinha um projeto de suma importância. Por incrível que pareça, existem pessoas que pensam: apanhando a gente aprende. Pior que continuam apanhando a vida toda, isto é, nunca aprendem realmente como deve ser feito. Isso acontece por que não criou em si uma mentalidade de avaliar do que está fazendo. Assim, aquelas tentativas anteriores tornam-se um vício posteriormente: “vai por tentativa”.

Por outro lado o homem tem uma grande capacidade de se adaptar a qualquer ambiente. Basta ele se desenvolver. Muitas vezes ele toma certas atitudes, por que não existe uma lei específica escrita ou observada. Ele pode achar que tal lei exista, mas devido a falta de atenção por todos, acaba ultrapassando os limites até que alguém lhe chame a atenção. E mesmo assim, pode-se achar com razão, por não existir cobranças pelos superiores. Na verdade, não adianta impor uma lei. A pessoa deve ser convencida do porque ele faz aquilo. Assim entendendo, ele será o maior disseminador dessa lei, criando em si uma mentalidade. É muito melhor trabalhar com uma pessoa que executa uma determinada tarefa com mentalidade, do que trabalhar com uma pessoa que simplesmente obedece uma lei, pois quem trabalha com mentalidade sabe o porque está executando aquela tarefa, enquanto que o outro, num momento crítico pode não sair de uma situação mais embaraçosa.

Para que uma pessoa desenvolva a sua capacidade, deve-se enfocar principalmente nos cinco sentidos principais: visão, audição, olfato, paladar e tato. Não vamos considerar o sexto sentido por enquanto, pois ainda não temos uma boa base científica para conceituá-lo.

A visão nos dá a capacidade de observar, e através da nossa imaginação, imitar certos gestos e movimentos. Pela visão conseguimos ter uma referência da forma. Podemos ver que muitos objetos têm formas diferentes, e com isso, conseguimos distinguir uma pessoa da outra ou um animal do outro. Assim, o principal ponto a ser considerado é a observação constante de como uma pessoa executa certas tarefas. Esta é a técnica do aprendizado pela observação.

A outra técnica é aguçar bem o ouvido e entender o que uma pessoa dá de explicação. Muitos dos segredos estão escondidos nas palavras e não nas formas, isto é, nem tudo que a gente vê, parece ser. Na vida aprendemos muito mais escutando do que simplesmente observando. Por exemplo, olhando-se para um relógio de engrenagens durante algum tempo, conseguimos aprender como ele faz para marcar as horas. Mas, podemos olhar toda a nossa vida para um relógio digital, por dentro, que a gente nunca aprenderia como é o seu funcionamento. Precisa alguém explicar para que possamos entender certos fatos e certos trabalhos.

Como poderíamos explicar o cheiro para uma pessoa que não tenha o olfato? E como poderíamos explicar o sabor de alguma fruta para quem não sente gosto? Estes dois sentidos fazem muita diferença na nossa vida. Sem perceber, sabemos em qual ambiente a gente se encontra, devido o odor de um certo local. Sentir-se bem num ambiente, faz com que a mente se abra para novos conhecimentos. Assim também, comparamos o sabor dos alimentos com as coisas que encontramos ao nosso redor: “a vida é doce...”, “que vida amarga!”. Gostar deixa a gente receptivo para saborear melhor a cada momento.

Com os quatro sentidos que vimos anteriormente é o suficiente para uma pessoa aprender? Falta-nos ainda a experiência, falta-nos ainda o tato. Devemos tocar para que possamos realmente aprender. Somos curiosos, é por isso que “fuçamos”. Nunca vamos aprender se tivermos medo de mexer nas coisas. O aprender está em todo esse conjunto: ver, ouvir, cheirar, saborear e tocar.

A inteligência humana se constrói. Os cinco sentidos que temos é apenas um ferramental para a nossa inteligência. Aprendemos tudo na nossa vida através desses sentidos. Existem muitas pessoas que aprendem muito mais com falta de algum dos sentidos. Depende muito da pessoa em querer aproveitar e aguçar cada sentido que ganhamos de Deus. Basta querer e começar.